Como é que Te desprezámos?

Deus diz-nos, hoje em dia:

"Sendo eu o vosso Pai, porque não me honram? E sendo o vosso amo, porque não me respeitam? Vocês desprezam-me e dizem: 'Como é que te desprezámos?" Malaquias 1:6b


Desprezamos Deus como corpo e ainda Lhe perguntamos, com a maior lata: Nós? Mas como? Não! Os que professam outras religiões é que te desprezam! Nós continuamos a falar de Jesus como o único caminho. Não... isso não é para nós.

Desprezamos Deus quando se passam anos e por vezes nem sequer oramos SINCERAMENTE para que Deus mostre a Sua vontade nas nossas Igrejas. Preferimos seguir rituais, tradições, porque se fugirmos disso, algumas pessoas não vão gostar.

Desprezamos Deus quando a nossa fé é apenas teórica
Quando alguém está doente, nós oramos: "Deus, dá sabedoria aos médicos e diminui o sofrimento dessa pessoa." Já não se ora impondo as mãos na pessoa, os presbíteros da Igreja já não ungem essa pessoa. Já não se acredita que a oração, feita com fé, curará o doente. Palavras de Tiago.

Quando precisamos saber a vontade de Deus, votamos por maioria ou tira-se à sorte. Não se crê mais que a Revelação de Deus pode ser directa, falada, sussurrada, mostrada de uma forma visível. Já não precisamos disso. Antes sim, mas agora já não.

Desprezamos Deus quando os nossos cultos em conjunto são previsíveis. Os dirigentes de culto são meros apresentadores, levam até às vezes as pessoas às gargalhadas, mas edificação espiritual zero. O tempo de louvor é apenas pensado para introduzir a mensagem, como se Deus apenas falasse num momento específico do culto. Depois, um cânticozinho no fim para terminar, fica sempre bem. A mensagem. Planeada pelos homens apenas para ser uma exposição da Bíblia. Aplicá-la de uma forma profunda aos que estão presentes? Pode ferir alguém. Não convém. Deixa-se no ar.

Não, não estou frustrada com a Igreja. Creio que não se vive, nos nossos dias, uma fé verdadeira porque nunca se viveu. E o que nunca se viveu, precisa ser aprendido.

E só Deus para nos ensinar a viver uma fé como a de Jesus.

Mas para isso, precisamos nos lamentar. Arrependermo-nos, chorar, prantear porque reconhecemos que aquilo que vivemos é, muitas vezes, frio, seco, inútil. Arrependermo-nos porque somos fariseus e porque crucificaríamos Jesus também. Afinal, as Suas ideias estão crucificadas em muitas Igrejas. Ele não escaparia também aos que pensam estar agradando a Deus. Não somos filhos do Diabo, como Ele chamou aos fariseus, mas somos usados pelo Diabo. Ou será que alguns são mesmo filhos do Diabo?

É no choro, arrependimento, no pranto que muitos não se vêem. "Estamos bem assim. Arrepender-me de quê?"

"Como é que Te desprezámos?" perguntou o povo a Deus, nos tempos de Malaquias.

Glória a Deus porque este é o tempo da transformação. Deus está a levar ao espírito de muitos filhos o sentimento de arrependimento, de pranto, de choro. Está a levar muitos corações a se ajoelharem diante d'Ele e reconhecerem que, mesmo se dizendo Seus filhos, nunca viveram a vida abundante que Ele promete. A sua fé não cresceu. Não conhecem o seu pai nem se apercebem quem são.

Agradeço muito a Deus por poder estar a viver este tempo. Por poder ver, algumas vezes apenas as sombras mas outras vezes visivelmente, a transformação que Ele começou a fazer no Seu povo.

Muitos continuarão a perguntar, até morrer: "Como é que Te desprezámos?" mas muitos serão transformados e vivificados. E o mesmo Espírito que levantou Jesus dentre os mortos será o nosso guia. A Sua voz será ouvida audivelmente. Ele mesmo nos ensinará a viver assim.
E como Deus não é homem para que minta, o que Ele falou, está falado! E cumprir-se-á!
Quero que os meus olhos estejam abertos para ver.

3 comentários:

Vilma disse...

Esse é o clamor de todo aquele que deseja por algo mais.. também tenho esse clamor, Paula.
Que Deus nos abra os olhos para ver e os ouvidos para escutar, porque essa palavra do tempo de Malaquias está bem actual.
DTa muito!
Beijinho

Helder disse...

Que a palavra de Deus venha finalmente ao mundo, e em Portugal neste momento,
Assim seja,
Amém

tania palmeiro disse...

é verdade. precisamos nos levantar mais do que nunca para que a vontade de Deus se cumpra neste país, neste gigante adormecido.
concordo com a irmã vilma em relação a palavra de malaquias.
DTA minha linda